Grupo terrorista responsabiliza Israel pela morte de dirigente detido. Vários rockets foram disparados de Gaza assim que a notícia foi conhecida
Morreu esta terça-feira um dirigente da Jihad Islâmica palestiniana. Khader Adnan estava estava em greve de fome numa prisão israelita há 87 dias - desde que foi preso, em fevereiro. Tinha 45 anos e foi o primeiro palestiniano a morrer em greve de fome sob custódia israelita.
"Um detido acusado de crimes terroristas e em greve de fome desde 5.2.23, morreu esta manhã", declarou o serviço prisional israelita em comunicado.
A notícia rapidamente chegou a Gaza de onde foram disparados projecteis em direção a Israel. Os rockets terão caído em descampados e não há notícia de vítimas.
A Jihad Islâmica, um grupo considerado terrorista pelos Estados Unidos e pela União Europeia, promete que Israel "pagará o preço por este crime".
"O herói livre, Khader Adnan, morreu como mártir de um crime cometido pelo inimigo perante o mundo", declarou o grupo em comunicado.
Khader Adnan, de 45 anos, estava detido em regime de prisão istrativa, uma medida israelita controversa que permite o encarceramento de pessoas sem culpa formada.
Os serviços prisionais israelitas informaram que Adnan estava na prisão pela décima vez e a mulher, Randa Mousa, tinha dito à AFP que o marido tinha feito várias greves de fome durante a detenção.
"Recusa qualquer apoio, recusa os exames médicos, está numa cela com condições de detenção muito difíceis", disse à AFP na semana ada.
Adnan estava a ser mantido na clínica da prisão de Ramla, no centro de Israel, disse Mousa.
"Eles (Israel) recusaram-se a transferi-lo para um hospital civil, recusaram-se a permitir a visita do seu advogado", acrescentou a mulher.
Um médico do grupo Physicians for Human Rights Israel visitou Adnan na prisão no início do ano.